A BAT foi a segunda empresa a concluir negociação com os produtores sobre o preço do tabaco produzido no Estado. As tratativas começaram em 21 de dezembro. O preço que será pago aos produtores teve reajuste de 18,79%. A primeira proposta da BAT havia sido de 13,8%, enquanto o primeiro pedido dos produtores era de 26,51%.
Pela primeira vez, os custos de produção para a safra 2021/22 foram calculados de forma conjunta entre empresas e Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Aos que vendem fumo para a BAT, o custo de produção variou 14,23% entre a última produção e a atual. Os produtores ainda queriam 10 pontos percentuais a mais para garantir a sustentabilidade da lavoura, com a falta de reajuste nos últimos anos.
A maior parte das empresas, porém, ainda não corrigiu os preços após a forte alta dos custos de produção que atingiram não apenas as lavouras de tabaco, mas todo o agronegócio gaúcho e brasileiro. A Afubra se mantém aberta às negociações, mas entende a dificuldade: "as vendas e comercialização já estão em andamento. Os produtores precisam receber e vão vender para quem acharem melhor na concorrência", relata o tesoureiro da entidade.
