Quinta, 16 Fevereiro 2017 06:41

GARANTIDAS ASSINATURAS PARA INSTALAÇÃO DA FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO BANRISUL PÚBLICO

Por

 

Deputado Zé Nunes é autor do requerimento. Lançamento será no dia 15 de março

O deputado Zé Nunes (PT) concluiu, nesta quarta-feira (14), a coleta das 19 assinaturas necessárias à instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, que será lançada oficialmente no dia 15 de março, às 17 horas, no Teatro Dante Barone. O objetivo é estimular o debate sobre a importância da instituição financeira para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e sobre as consequências sociais, econômicas e para a administração pública de um eventual processo de privatização do banco.

O mandato do parlamentar já está recolhendo subsídios para o debate e, assim que a frente for instalada, será formalizado um grupo de trabalho amplo envolvendo todos os deputados que subscreverem o documento e entidades de classe e do movimento social. Desde a apresentação do requerimento, em janeiro, o gabinete do deputado já atua em conjunto com as entidades que representam os funcionários do Banrisul, em especial com Comando Nacional dos Banrisulenses e o Sindicato dos Bancários.

Na próxima terça-feira (21), Zé Nunes ocupará o espaço do Grande Expediente na sessão plenária para falar sobre o caráter público do Banrisul. Na visão do deputado, trata-se de uma instituição com identidade histórica e cultural com a população gaúcha e profundamente ligada ao desenvolvimento do estado. Está presente em 98,5% do território do Rio Grande do Sul, com 536 agências e 698 postos de atendimento espalhados em 347 municípios. Em 87 cidades, é a única agência bancária disponível. Fomenta o desenvolvimento da agricultura, sobretudo da familiar, de pequenas e médias empresas e pode ser uma excelente ferramenta para os programas do governo estadual, a exemplo do Microcrédito praticado na gestão anterior à Sartori. Além disso, é um banco sólido e lucrativo, com patrimônio líquido de R$ 6,7 bilhões e que registrou lucro de R$ 643,5 milhões em 2016.

A possibilidade de privatização do banco foi admitida pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao jornal Valor Econômico em janeiro. O Executivo, no entanto, nega a intenção, mas no dia 10 de fevereiro o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, disse que as contrapartidas exigidas pela União na renegociação e suspensão do pagamento da dívida do RS vão além da CEEE, CRM e Sulgás. “Não tem almoço grátis”, sintetizou. “Os indícios e a alteração da narrativa do governo do estado, em curto espaço de tempo, levam a crer que não há nenhuma garantia de que o Banrisul será poupado no processo de renegociação da dívida do estado”, afirma Zé Nunes.

Divulgação Assessoria Dep. Zé Nunes

Lojas Klasen

O Jornal

Contato

Localização

Social

© 2018 Jornal O Lourenciano
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Política de Privacidade