Quarta, 14 Novembro 2018 15:23

PARALISAÇÃO: Por falta de pagamento do Estado, Residentes Multiprofissionais em saúde mental paralisaram atividades por tempo indeterminado

Por
 
Usuários de quatro entidades  estão sem o atendimento das profissionais
 
* Desde 2012 São Lourenço do Sul conta com profissionais de várias especialidades que atuam na área de saúde mental em nossa cidade, nas entidades Nossa Casa, Caps Ad3, Caps Infantil e Atenção Básica. São cinco profissionais por ano que vêm para São Lourenço do Sul, trabalhando nessas entidades e recebendo uma bolsa de estudo com auxílio moradia e refeição.
Victória Tejada (Pelotas), Maria Antônia Solé (Livramento) e Gabriela Costa (Capão do Leão) são três das dezoito profissionais residentes em São Lourenço do Sul. Todas elas prestam serviços na área de saúde nas quatro entidades citadas e realizam especialização em saúde mental coletiva sob coordenação da Escola de Saúde Pública do Estado. As três estiveram visitando a redação de O LOURENCIANO, na tarde desta quarta-feira (14) quando forneceram maiores detalhes: “Quem paga a bolsa-auxílio é o Governo do Estado, incluindo auxílio-moradia e alimentação. Quem deveria repassar o recurso seria a Escola de Saúde, a qual alega não haver recebido o montante devido. Assim, enquanto permanecer o impasse, os profissionais paralisarão suas atividades desde a tarde desta quarta-feira (14) por tempo indeterminado, até que o Estado coloque em dia o pagamento devido. Os profissionais autônomos, como são residentes, não possuem direito a 13º, pagamento de 1/3 sobre férias, atestado de saúde sem reposição de carga horária, Fundo de Garantia, trabalhando 60 horas semanais com vínculo exclusivo. Reproduzimos na íntegra a matéria publicada pelo jornal O Guaíba nesta quarta-feira (14):
 
* Os médicos e multiprofissionais residentes da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul ainda não receberam os salários do mês de outubro. A Secretaria Estadual da Saúde confirmou o atraso e afirmou que aguarda a liberação de recursos do Tesouro do Estado para o pagamento dos bolsistas. O governo não deu prazo para que isso aconteça. Na manhã desta quarta-feira, alguns profissionais foram até a Assembleia Legislativa para buscar auxílio político, através da Comissão de Saúde, para mediar uma negociação a fim de que os recursos sejam pagos. Ao todo são 164 residentes afetados. Alguns já estão deixando de atender nos postos de saúde, na atenção básica e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O valor da bolsa para cada residente da Escola de Saúde Pública do RS é de R$ 4.400,00 (valor bruto).  Uma das profissionais residentes, a psicóloga que atua em Porto Alegre Graziella Comelli da Silveira afirma que muitos colegas não têm recursos sequer para custear o transporte até o serviço. Os residentes atuam nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, Esteio, Farroupilha, Venâncio Aires e São Lourenço do Sul”.
Lojas Klasen

O Jornal

Contato

Localização

Social

© 2018 Jornal O Lourenciano
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Política de Privacidade