
A PEDIDO - Divulgação Santa Casa
A crise que atinge a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul está baseada em vários aspectos, dentre eles, destaca-se a não percepção a mudança do modelo Assistencial a saúde a onde a prioridade é o tratamento pré-hospitalar que age na prevenção da doença, e não a internação, sendo o hospital a parte final do sistema.
A evolução disso nem sempre é percebida pelos administradores, que são surpreendidos com um hospital vazio de pacientes e cheio de funcionários, sem receitas e com os custos fixos cada vez maiores. A falta de recursos muitas vezes impede uma atitude administrativa, que não vem ao encontro da vontade de muitos, mas são mudanças necessárias para adequar o Hospital a uma nova realidade, independente de interesses de qualquer classe.
A sociedade pode dar a sua contribuição, fazendo um uso racional da Instituição, utilizando o Hospital só quando necessário, e usando a Rede Básica de Saúde, que está muito bem instalada e funcionando no município.
A Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço precisa passar por essa mudança para continuar sua jornada que já dura 70 anos, dessa maneira alterações na forma de gerenciamento estão sendo feitas; A utilização de indicadores confiáveis que permitem tomadas de decisões mais precisas, criação de protocolos, rotinas e padronizações, treinamentos e avaliação constantes de resultados, são ações na busca do equilíbrio financeiro e da qualidade assistencial.
Atualmente a administração do Hospital é exercida pelo experiente administrador e consultor Edemar Paula da Costa, que juntamente com a equipe, já observa os efeitos organizacionais e a redução dos custos em mais de R$400.000,00 no último mês.
Ainda não é o suficiente para o equilíbrio, outras medidas ainda deverão ser adotadas no decorrer do ano, que passam pela redução dos custos e aumento das receitas, mas a estimativa é que em dois anos a situação do hospital se normalize.
“Sabemos que os números são negativos e não existe nenhuma formula mágica que possa reverter isso em curto espaço de tempo, exige um trabalho planejado a médio e longo prazo, que tornará possível sanar essa situação deficitária” avalia o administrador Edemar.
A Santa Casa se reorganizou para tentar mudar a situação que tem enfrentado, José Ney Provedor da Instituição e que também exercia a função de presidente-administrador passou a atuar somente na Provedoria da Casa, representando a sociedade dentro do hospital.
Assessoria de comunicação.
