Sexta, 17 Março 2017 20:12

SIMERS divulga nota sobre situação da Santa Casa de São Lourenço do Sul ter fechado bloco cirúrgico e maternidade

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A administração da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, na Zona Sul do Estado, decidiu fechar, na tarde desta sexta-feira (17), o bloco cirúrgico, a maternidade e a pediatria da instituição. Com a medida, os médicos não podem realizar atendimentos de urgência e emergência na instituição. Esses atendimentos estão sendo garantidos desde o dia 03 de fevereiro, quando os médicos decidiram paralisar os demais serviços devido ao atraso de remunerações desde setembro do ano passado.

 

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) vai notificar o Ministério Público local a respeito da medida, que impede o atendimento da população do município. O Sindicato entende que a decisão foi arbitrária e deveria ter atendido prazos legais de notificação aos usuários do SUS e aos órgãos competentes.

 

A paralisação, que completou 43 dias nesta sexta-feira, não tem previsão de término, pela falta de perspectiva de acordo. O hospital quer pagar os valores atrasados em 36 meses, mas os médicos querem a quitação em seis meses ou em doze, com juros. Todas as contrapropostas apresentadas pelo corpo clínico foram rechaçadas pela administração da Santa Casa.

 

O SIMERS reforça que, a partir de dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), a Santa Casa recebeu cerca de R$ 1,4 milhão em valores atrasados do governo do Estado no final de janeiro, que deveriam ser utilizados para o pagamento de médicos e funcionários.

 

O movimento

 

Paralisados desde o início de fevereiro – um mês após notificar o hospital dessa intenção –, os médicos de São Lourenço do Sul seguem mantendo os serviços de urgência e emergência. O movimento envolve especialistas de cinco áreas – anestesia, radiologia, pediatria, cirurgia e ginecologia. A medida só foi tomada após expirar o prazo de 30 dias da notificação encaminhada à direção da Santa Casa, no início de janeiro, na qual o SIMERS cobrava a regularização dos pagamentos, e para a qual não obteve resposta.

 

Nesta semana, em um manifesto, os médicos reforçam que não têm mais condições de trabalhar sem o recebimento de salários. Eles reivindicam condições dignas de trabalho e o pagamento dos valores em atraso.

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