Quarta, 22 Fevereiro 2017 14:26

Tribunal do Júri: Homem foi morto esfaqueado na saída do CTG

Por

* A Promotora de Justiça Dra. GABRIELA MONTEIRO atuou na acusação. A Juíza de Direito Dra. ALINE BORGHETTI presidiu o Tribunal de Júri. O Advogado JORGE ALVES atuou na defesa dos réus LEONEL FONSECA e GILSON FONSECA.
* nA ÚLTIMA terça-feira (dia 21), às 9 h, aconteceu mais um Júri. Desta vez tendo como réus Leonel Fonseca e Gilson Fonseca. A vítima foi Manoel Cristiano Silveira. A data do fato ocorreu no dia 09 de abril de 2006. O Júri foi presidido pela Juíza de Direito Dra. Aline Zambenedetti Borghetti. Na acusação atuou a Promotora de Justiça Dra. GABRIELA MONTEIRO, que pediu a absolvição dos dois réus. Na defesa atuou o Dr. JORGE ALVES. 

REPRODUZIMOS na íntegra a notícia veiculada pelo jornal O LOURENCIANO em abril de 2006:
* “ÀS 6:02 h do domingo (9 de abril), o plantão da DP local foi acionado, em razão de ter dado entrada no HPS, já sem vida, um homem de cor preta, o qual apresentava ferimentos provocados provavelmente por golpes de faca. Acionada a Seção de Investigações, o Inspetor Porsche compareceu ao local dos fatos, próximo ao CTG Galpão da Peonada e no Hospital da Santa Casa, dando início às investigações, onde foi devidamente identificada a vítima como sendo MANOEL CRISTIANO SILVEIRA (TITI). No mesmo dia o advogado Dr. JORGE ALVES comunicou à Polícia Civil que apresentaria os dois acusados às 16 h de segunda-feira (10), o que de fato aconteceu. Ouvidos pelo Delegado de Polícia Dr. ARMANDO SELIG e pelo Escrivão Bel. CELSO ALMEIDA, na presença do advogado de defesa, os irmãos L. F. (de 31 anos de idade) e G. F. (com 22 anos) alegaram “legítima defesa”. L. F. declarou em seu depoimento que conhecia a vítima, MANOEL CRISTIANO SILVEIRA (TITI) há aproximadamente 12 anos, com quem inicialmente tinha um bom relacionamento. Há 2 anos L. F. passou a ver TITI com outros olhos já que o mesmo havia brigado com seu irmão, a quem esfaqueara em tal briga. Entretanto, nunca ocorrera nada diretamente entre ele e a vítima. Segundo declarou, ultimamente vinha sendo ameaçado por TITI, em função de uma tentativa de agressão que ele (L. F.) sofrera por parte de ROSSANO durante um baile de carnaval em que L. F. atuou como segurança no E. C. São Lourenço. R. havia tentado acertá-lo com uma barra de ferro, a qual não chegou lhe atingir. Depois TITI teria passado ameaçar L. F. Disse ainda que numa noite em que ocorrera um show na praia o mesmo voltava para casa caminhando pela Av. Santos Abreu, quando TITI teria passado de moto por ele e sacado um revólver que levava à cintura, fazendo gesto como se fosse atirar contra o mesmo. Na noite do crime, L. F. e seu irmão G. F. haviam trabalhado como seguranças no CTG Galpão da Peonada, nada havendo desentendimento entre a vítima e os dois irmãos. L. F. declarou que, ao final do baile, saiu pelo portão principal junto com alguns freqüentadores, quando viu que TITI saiu do salão indo diretamente em sua direção. Teria avançado caminhando. Quando aproximou-se dele, teria aberto a jaqueta de couro fazendo um gesto como se fosse sacar uma arma. L. F. disse que viu que TITI possuía uma faca na cintura, a qual segurou pelo cabo, mas somente fez o gesto, desferindo o golpe propriamente dito contra o capacete que tinha na outra mão. L. F. esquivou-se ao golpe, sendo atingido de raspão, quando sacou uma faca que tinha à cintura desferindo um golpe contra TITI, o qual deve ter acertado na altura do tórax, na lateral. Disse que não viu TITI com a faca na mão, pois este avançava contra o depoente apenas com o capacete, desferindo-lhe golpes. Depois de acertar o primeiro golpe contra TITI este continuou avançando contra ele. Acredita que atingiu a vítima com outros golpes, mas não sabe quantos. Segundo declarou, em seguida TITI caiu ao solo e L. F. quase caiu sobre a vítima. Nesse momento, seu irmão G. F. chegou ao local, mas não teria feito nada eis que TITI já estava caído ao solo. Logo chegaram amigos de TITI e L. F. resolveu sair dali. Disse que não viu seu irmão realizar qualquer gesto de agressão contra TITI acreditando que G. F. também estaria armado com uma faca. Questionado se havia desferido algum golpe contra TITI quando este estava caído, respondeu que somente dera golpes quando o mesmo ainda estava caindo. Depois de cair não efetuou golpes. Questionado disse que pode ter chutado a cabeça da vítima, mas não se lembra se fez isso. Declarou ainda que seu irmão G. F. não desferiu golpes com uma barra de ferro contra a vítima. Segundo ainda ele, os dois irmão saíram juntos do local em direção a um mato e depois para casa. Negou em seu depoimento que tenha passado várias vezes próximo de TITI. Declarou também que não tinha faca na cintura, estando a mesma em uma bolsa que ficara na cozinha durante o baile, pegando-a na hora de sair. Não soube indicar testemunhas. Questionado sobre onde está a faca com que golpeou a vítima, declarou que perdeu a mesma durante a fuga, não fazendo idéia onde a tenha perdido. * SEU IRMÃO G. F. (de 22 anos) também prestou depoimento na mesma ocasião, sendo o mesmo parecido com o prestado por seu irmão, motivo pelo qual deixamos de veiculá-lo. No dia anterior, a Polícia havia ouvido três testemunhas, que deram um depoimento diferente. Segundo informações recebidas junto ao Delegado de Polícia Dr. ARMANDO SELIG, a vítima teria sido espancada na cabeça, vindo a cair ao chão, sendo chutado três vezes pelos dois acusados, antes de ser esfaqueado.

Lojas Klasen

O Jornal

Contato

Localização

Social

© 2018 Jornal O Lourenciano
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Política de Privacidade