
A paralisação dos médicos da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul está próxima do fim. Em reunião na quarta-feira (15), os profissionais do corpo clínico – que estão parados há 12 dias – decidiram aceitar a proposta da administração do hospital de pagamento de dois dos quatro meses em atraso. Os médicos estão sem receber as remunerações de outubro, novembro, dezembro e janeiro. Os serviços de urgência e emergência seguem funcionando.
Mesmo sinalizando para o fim do impasse, os médicos pretendem retornar ao trabalho quando o termo de confissão de dívida for assinado pela direção e que os dois meses em questão sejam depositados, o que pode ocorrer nos próximos dias.
Na segunda-feira (13), em reunião com a administração do hospital, o SIMERS apresentou uma proposta que determinava o pagamento de três meses (outubro, novembro e dezembro) até o final de fevereiro, além do saldo restante (janeiro) em duas parcelas. A proposta foi rejeitada pela administração da Santa Casa, que manteve a proposta anterior, que prevê o pagamento de dois meses até o final de fevereiro e os demais repasses quitados em três parcelas em março, abril e maio.
O movimento
Iniciada em 3 de fevereiro, a paralisação envolve especialistas de cinco áreas – anestesia, radiologia, pediatria, cirurgia e ginecologia. Desde o início do movimento, os médicos atendem somente os casos de urgência e emergência. A medida só foi tomada após expirar o prazo de 30 dias da notificação encaminhada à direção da Santa Casa, no início de janeiro, na qual o SIMERS cobrava a regularização dos pagamentos, e para a qual não obteve resposta.
Divulgação Simers
