PRIMEIRAMENTE, gostaria de dizer que a Dona IVONE tem razão em dizer que foi solicitado o prédio pela Prefeitura por estar em péssimas condições. Para que não haja nenhum sinistro ou algo que venha prejudicá-las, solicitou-se a saída para reforma do prédio. Também tem que se registrar que mudou a lei nesses últimos trinta anos. Com a Lei das Parcerias (13019) agora exige-se uma contrapartida. Ou seja, determinado trabalho a Prefeitura deve receber uma contrapartida. Nunca houve nenhuma retribuição para o público. O público precisa ganhar alguma coisa com a cedência desse espaço. Isso mudou, é uma lei nova. Aí a AAP entende que deve fechar. Lamento que em 30 anos não tenham se organizado para poder dar seus próprios passos. O que não podem é querer acusar a Prefeitura que, preocupada com a segurança dos integrantes da AAP, solicitou a saída. Isto é o problema aqui em São Lourenço. Muitas atividades são realizadas em cima da Prefeitura e não se libertam da Prefeitura nunca. Temos que ter a iniciativa privada dando seus próprios passos. Muitas vezes se escuta falar que São Lourenço quer se comparar com Gramado. Lá, a iniciativa privada faz tudo. A Prefeitura apenas limpa as ruas. É parceira na cedência do espaço. Aqui não. Querem realizar evento, querem auxílio da Prefeitura. Querem realizar os corais no interior querem que a Prefeitura dê dinheiro. A AAP, por 30 anos, utilizou um prédio da Prefeitura. É isso que não pode. As pessoas precisam caminhar sozinhas. Garantir o sucesso delas independente do poder público, o qual pode auxiliar no início e depois as entidades seguirem. Olha o que está fazendo o Natal a Bordo? Isso é uma iniciativa pessoal, privada, que acredito que vai dar certo. A Prefeitura vai fazer o que? Vai iluminar a parte da área da beira do arroio e a Brigada Militar vai fazer a segurança. O restante, se vai dar certo ou vai dar errado, é com a empresa que está realizando através da busca da Lei de Incentivo à Cultura. É assim que tem que funcionar. Assim que funciona em Gramado. Aqui não. Querem realizar um futebol, por exemplo, perguntam se a Prefeitura paga os juízes porque é muito caro. Se é caro e dá prejuízo, não faz. Então querem fazer em cima da Prefeitura. Lamento muito, gosto das artistas plásticas. Já comprei quadros. Mas lamento em trinta anos não terem dado o primeiro passo independente de recurso público”.
